"A CLINVET é um hospital veterinário 24 horas que cuida do seu pet com
competência e amor" Dra. Paola Américo

 

ATENDIMENTO
24 HORAS

17 03 2016 Malala

À procura da Malala perfeita

Saí de casa. Em quase 30 anos, nunca vivi sozinha. Por que isso aconteceria agora? Na na ni na não. E, ao mesmo tempo em que procurava apartamento, procurava por Malala.

 

A paquistanesa que luta pelos direitos das meninas irem à escola tá lá do outro lado do oceano com seu Nobel da Paz e seria impossível buscá-la. Mas a garotinha representa muito da luta que gostaria de ver por esse mundão.

 

Então, inspiração de nome, mode on. Agora, mais do que a carinha e a cor do pelo, precisava escolher uma Malala que se adaptasse à minha rotina de acordar muitas vezes às 3 da manhã, ficar 7 horas fora de casa e voltar pra descansar e dar muito amor à filha de 4 patas.

 

As primeiras coisas a se pensar sempre são: raça ou vira-lata? Adulto ou filhote? Macho ou fêmea? Mas além do básico, pesquisei muito também. E assim que deve ser a escolha de qualquer animal de estimação.

 

Usei a internet, guias de raças, falei com veterinários e donos de cães de raça e vira-latinhas apaixonantes.

 

Fui adiante: a Malala tinha que ser uma cadelinha com fácil adaptação a um apartamento de uns 40 metros quadrados. Conclusão: deveria ser pequena.

 

A Malala também tinha que ser um bichinho que ficasse sozinho em casa, não fosse propenso a tal ‘ansiedade da separação’ e não acordasse toda a vizinhança com uivos, latidos e chorinhos. Vi que o schnauzer, o shih-tzu, o lhasa apso, o maltês, o west highlander terrier  e o basset hound seriam ideais.

 

Minha pesquisa também levava em consideração uma raça de um dono só e muitas pessoas ‘estranhas’ por perto. Listei, então, as “melhores cães para solteiros”: chihuahua, daschund, pinscher, maltês, shih-tzu, yorkshire, bulldogues inglês e francês, pug, schnauzer, jack russel terrier e vira-latas em geral.

 

Maaaaas… cada dono tem ainda ‘um ou outro porém’ a ser levado em consideração na hora escolha para que nenhum dos dois sofra no futuro. No meu caso, existiam alguns.

 

Meu bichinho de estimação teria que se adaptar bem a viagens de carro, já que moro em São Paulo e em Santos e subo e desço toda semana… Também tinha que prestar atenção se o cão solta muito pelo e se isso não vai prejudicar minhas síndromes respiratórias, quais os cuidados que a raça necessita, se vou dar conta de pentear como deve ser, se ele não vai acabar com meus móveis novos, se é facilmente educado, se a raça se adapta bem ao clima da cidade em que vivo…

 

Ahhh, outra coisa importante: se a escolha fosse por um de raça, se seria cobrado pelo bichinho e se o valor pedido caberia em meu bolso. Como acho que todos os cãeszinhos do mundo merecem um lar, nunca tive na minha lista a necessidade de ‘ter pedigree’.

 

Claro que sabia que o comportamento dos bichinhos pode não ser necessariamente como o descrito nos guias, que isso vai muito da educação e dos traumas que adquire.

 

Sabia também que na hora da escolha teria um outro fator que seria decisivo: o ‘apaixonar-se’. Aquela sensação de bater o olho e dizer: é esse. Aquela coisa que não se sabe explicar que nos faz escolher um entre tantos outros iguais fisicamente.

 

E foi assim que encontrei.

 

Tendo em mente quais cães seriam melhores pra mim, meus olhos brilharam ao ver essa maltês de pouco mais de dois meses que nasceu de um casal de adultos que mora na mesma casa, única da cria.

 

Levada como eu queria, amorosa como eu queria e que tá me fazendo aprender muito – como eu queria.

 

Bem-vinda, Malala.

 

 

Cristiane Amaral é jornalista, pós-graduada em marketing. Foi repórter da TV Tribuna, em Santos, e atualmente da TV Globo, em São Paulo. É mãe da Malala, uma maltês conectada nas redes sociais @malala_dog.