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Ai que vergonha… meu Totó só pensa naquilo

Por Cristiane Amaral

Se tem uma coisa que faz com que a gente tenha vontade de matar nosso cãozinho é vê-lo se agarrar nas pernas da visita. Calmaaaaa, matar é só uma força de expressão, porque quem morre de vergonha, na verdade, é a gente.

Não é simplesmente constrangedor, mas sim muito constrangedor vê-lo preso na perna de alguém ou então em uma almofada ou bicho de pelúcia e logo depois fazendo aqueles movimentos de… aqueles movimentos que não preciso explicar.

Mas deixe de malícia. Nem tudo é o que parece. Pode ser apenas carência, tédio, ansiedade, brincadeira, exercício…

Ok, ok, pode ser impulso sexual também, mas isso se o bicho sofrer de excitação exacerbada ou excesso de testosterona, aí acaba se masturbando. Cabe ao veterinário diagnosticar distúrbios endocrinológicos ou comportamentais. Se a questão for hormonal, o tratamento pode ser por medicamentos, castração, acupuntura ou homeopatia.

Mas, como íamos dizendo, o veterinário pode concluir que essa postura pra lá de ousada do seu bichinho não é clínica. Aí, não tem desculpa pra dar pra visita, não. Cabe somente ao dono educar o cãozinho.

A veterinária comportamental Flávia Vallejo nos ajuda a entender esse comportamento deles.
“Existem cães que utilizam esse comportamento para demonstrar dominância, para aliviar a ansiedade ou até mesmo para chamar a atenção. Por isso é fundamental inibir tais comportamentos, para que seu animal não tenha problemas futuros e para que você também não passe por tais constrangimentos”, aconselha Flávia.

Como fazer isso, é o que você deve estar se perguntando: com a famosa técnica dos “reforços positivos e negativos” válida pra muitos assuntos – e pra esse também.

Então vamos lá: ao ver o cãozinho na almofada, no bichinho de pelúcia ou, pior, na perna da sua visita, adote o reforço negativo. Um exemplo dado pela veterinária é borrifar água no cachorro sempre que flagrá-lo. “Se o cachorro não for bravo, o ideal é dar uma bronca direcionada a ele, olhando para ele e borrifando no mesmo instante. Caso o cachorro seja agressivo, simplesmente borrife água e não fale nada”, completa Flávia.

Já o contrário, o reforço positivo, consiste em dar atenção e petiscos, sempre que seu cão fizer o que você gostaria que ele fizesse. No caso, chegar a visita e ele se comportar direitinho dessa vez. “Os petiscos servem para mudar o foco da atenção do cachorro, ele ficará concentrado no petisco e não irá montar em ninguém ou em nenhum objeto”, explica a especialista.

O jeito é levá-lo pra cruzar?
Flávia Vallejo conta que várias pesquisas mostram que o cachorro agitado, que apronta muito ou tem muita libido, continua com o mesmo comportamento mesmo depois de ter cruzado. Em contrapartida, cães jovens quando entram na fase adulta, tendem a se acalmar, mesmo sem cruzar.

E se eu castrá-lo?
A especialista responde: “a castração provoca alterações hormonais que mudam o comportamento sexual. As fêmeas não entram mais no cio e os machos perdem o interesse pelas fêmeas. Entretanto, se seu animal apresenta esse comportamento há muito tempo e o utiliza para demonstrar dominância ou para aliviar a ansiedade, ele irá manter esse comportamento mesmo depois de castrado, o ideal é identificar a causa do comportamento para corrigi-lo”.

 

 

Escrito por Cristiane Amaral.

Cristiane Amaral é jornalista desde 2007. Atualmente, é repórter da Tv Tribuna, afiliada da Rede Globo na Baixada Santista e Vale do Ribeira. Trabalha com televisão desde a época dos estudos, já tendo passado pela produção de reportagens, edição, entrevistas, elaboração diária de textos até a apresentação de programas e telejornais. Nasceu e estudou em Santos, na Universidade Santa Cecília. Gosta de escrever sobre tudo, mas se dedica bastante a assuntos ligados à saúde, bem estar e comportamento em geral.