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Bicolor young beagle male howling

Não adianta brigar! Eles não param de latir

Quantas vezes a gente não ouviu vizinhos reclamarem… pegarem raiva da gente e dos pobres bichinhos barulhentos… ou até ter, a gente mesmo, raiva do melhor amigo de quatro patas? Várias, né?! Infelizmente.

 

Mas é só manter a calma e entender um pouco sobre a comunicação canina pra saber o que fazer com o Totó. Sempre vale compará-los com as pessoas. Por exemplo, bebês aprendem a se comunicar por imitação, certo? Aprendem ao prestarem atenção nos pais e copiam tudo: a fala, a alimentação e tudo mais. O antropólogo evolucionista americano e especialista em cognição animal, Brian Hare, acredita que isso não seja exclusividade dos humanos. Para ele, os cachorros aprenderam a conviver com os homens da mesma maneira: imitando e reagindo às ações do dono. Foi assim, por exemplo, que eles aprenderam a latir mais e mais — entre os lobos, ancestrais do cão, o latido representa apenas 3% de toda sua vocalização.

 

Em seu novo livro The Genius of Dogs, Hare reúne essa e outras descobertas sobre a inteligência do animal. Entre elas, estão as habilidades comunicativas do cão — milhares de anos de interação com os humanos levaram ao desenvolvimento de três grandes grupos de latidos: os de alerta, os para chamar a atenção e os para brincar.

 

A diferença entre os três tipos de latido está na altura, duração e frequência com que cada um é feito. Em um estudo publicado no periódico Journal of Comparative Psychology, pesquisadores da Universidade da Califórnia descobriram que os latidos podem ser mais complexos do que se imaginava.

 

– O latido que o cachorro usa contra estranhos é mais grave e segue, normalmente, em uma sequência curta.

– Quando o cão quer brincar, o latido costuma ser mais espaçado e mais agudo.

– Já o terceiro grupo, quando o cachorro quer chamar a atenção, se caracteriza por latidos nem tão graves, nem tão agudos, mas com mais espaço entre eles, do que os dois outros.

 

A veterinária santista Flávia Vallejo explica que sempre que o cachorro late, ele está tentando expressar alguma coisa. O problema é que nós acabamos, sem querer, incentivando o cachorro a latir mais. “Isso acontece quando pedimos para ele parar, porque sempre que fazemos isso, estamos dando atenção a eles. O ideal é não punir verbalmente os latidos, ou seja, sempre q ele latir, use um borrifador de água, bata palmas, faça qualquer coisa que desvie a atenção dele pra outro lugar. Assim ele crescerá sabendo que latidos em excesso causam algum desconforto pra ele e não associará com o fato de ganhar atenção do dono”.

 

Maaaas, muita calma. Uma vez que o problema já existe, o trabalho é duro mesmo e exige muita, mas muita paciência dos proprietários. O que se deve fazer é usar a mesma tática usada para treinar filhotes: provocar um desconforto sempre que o Totó latir. “Mas não é tão fácil quanto parece, isso porque nós também estamos condicionados a falar para eles pararem. Sem contar que o cão já está acostumado a ter uma recompensa interna e o desconforto ou o susto precisam ser maiores que essa recompensa. Só assim vai funcionar”, explica a veterinária.

 

Totó parando de latir com a campainha…

Um comportamento muito comum entre vários cãeszinhos é esse, né, latir muito quando a campainha toca. Geralmente, tem dois problemas implícitos aí, segundo Flávia Vallejo. Além de o dono ter o costume de dar atenção a ele pedindo para que pare, o Totó tem ainda outra recompensa que é o fato de uma pessoa chegar. “Portanto, ele está condicionado com essa situação. Nesse caso, o interessante é fazer o exercício de tocar a campainha várias vezes e ignorar o latido ou desviar a atenção. Vale também premiá-lo com um petisco quando o cachorro ficar quieto. Desse modo, aos poucos ele vai perceber que quando não late, tem recompensa… e também vai ver que nem sempre que a campainha toca, chega visita”, ensina.

 

E como controlar o latido quando está sozinho?

Segundo a veterinária santista, quando o cão late estando sozinho, já é outro problema chamado ansiedade de separação, que tem vários sintomas e um deles é o latido excessivo. O ideal é ensinar o cão a ficar sozinho sem estresse. “Ele late porque pede atenção, quer companhia, está entediado. Ele está sofrendo! Há vários graus de sintomas que vão desde latidos e uivos até a destruição da casa”, diz.

 

Nesse caso, é válido dar atividades para ele fazer enquanto estiver sozinho. Há brinquedos no mercado que são educativos e estimulam o cachorro a brincar e serem recompensados, já que são brinquedos que soltam petiscos quando usados. “Essa é uma boa alternativa para deixar o cão entretido. Entretanto, tudo é treino. Para ele brincar, precisa aprender e somos nós que devemos ensinar incentivando e mostrando o brinquedo enquanto estamos presentes”, conclui Flávia Vallejo.

 

Os mais e os menos barulhentos

Seguindo a onda de pesquisas sobre o assunto, aqui vai mais uma, a realizada pela VetStreet com 218 veterinários, que conclui que essas são as 15 raças de cachorros mais quietinhos: Dog Alemão, Terra Nova, Cão de Montanha dos Pirinéus, Galguinho Italiano, Whippet, Mastife, Boiadeiro Bernês, Bulmastife, São Bernardo, Cavalier King Charles, Golden Retriever, Shar pei, Rodesiano de Crista Dorsal (ou Leão da Rodésia), Setter Irlandês, Collie.

Mas, assim como tem Totós mais quietos, tem ainda as raças que latem mais. Entre elas, estão os TerriersYorkshire, Cairn e West Highland. O Poodle e o Chihuahua são os próximos com mais tendências a latir em horas inapropriadas.

Nesse assunto, a veterinária Flávia Vallejo simplifica e brinca: “sabe aquela expressão ‘baixinho invocado’? Pois é, os cães de porte pequeno são os mais latidores, mesmo. Agora, a raça? Essa é com certeza a que você tem em casa! rs”.

 (com informações da revista Veja – 30/03/2013 – reportagem: Por que os cães latem?)

 

 

Escrito por Cristiane Amaral.

Cristiane Amaral é jornalista desde 2007. Atualmente, é repórter da Tv Tribuna, afiliada da Rede Globo na Baixada Santista e Vale do Ribeira. Trabalha com televisão desde a época dos estudos, já tendo passado pela produção de reportagens, edição, entrevistas, elaboração diária de textos até a apresentação de programas e telejornais. Nasceu e estudou em Santos, na Universidade Santa Cecília. Gosta de escrever sobre tudo, mas se dedica bastante a assuntos ligados à saúde, bem estar e comportamento em geral.