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Os bichinhos e o Aedes aegypti

A epidemia está aí novamente, os especialistas já confirmaram. O jeito pra nós é passar repelente e torcer. Mas e o Totó, o Miau, o Piu Piu, a Arca de Noé toda???

 

A notícia é boa, pelo menos pra eles. Os animais não pegam dengue! O organismo e seu sistema imunológico são diferentes. O homem é o único reservatório vertebrado do vírus. De acordo com um estudo de 2001, publicado no Journal of Medical Entomology, uma das possíveis razões para isso é que o sangue humano tem uma determinada concentração de uma proteína (isoleucina) que o mosquito utiliza para sintetizar suas reservas energéticas e se reproduzir. Dessa forma, o mosquito acaba preferindo se alimentar de sangue humano, transmitindo a doença.

 

É importante lembrar que apesar dos cães não fazerem parte do ciclo da dengue, eles fazem parte de ciclos de outras doenças gravíssimas transmitidas por mosquitos, entre eles a leishmaniose e a dirofilariose.

 

E essa é a má notícia. Esse mosquitinho não transmite só a dengue, né?

 

Solidário como sempre, o melhor amigo do homem também está ameaçado pela proliferação de Aedes aegypti. Segundo a veterinária Paola Américo, esse mosquito é capaz de infectar os cachorros gatos com a dirofilaria, parasita que se aloja no coração e pode causar a morte: “essa doença também é conhecida como verme do coração, o deixa sem forças, tossindo e apático”. Não há uma epidemia de dirofilariose, mas é bom lembrar o longo tempo que a enfermidade leva para se manifestar: entre oito e 12 meses.

 

O que fazer???

 

No caso da dirofilariose, segundo Paola, é possível utilizar um medicamento preventivo que vale ser conversado com seu veterinário. “O que também ajuda a previnir os mosquitos na área onde os cães vivem é colocar incensos à base de citronela e até velas com esse aroma”, completa.

 

Mas quando o assunto é cuidar dos focos do mosquito e da saúde dos nossos bichinhos, devemos sempre atentar a algumas questões que no dia-a-dia podem passar despercebidas.

 

A vasilha de água dos cães e gatos, por exemplo: devem ser lavadas diariamente com bucha, sabão e água corrente. Isso porque as fêmeas põem ovos na parede do recipiente, próximo do nível da água. Mesmo que esteja seco, o ovo sobrevive por aproximadamente 500 dias. Se a água subir e atingir o ovo ele retorna de novo ao ciclo de vida.

 

Já os aquários, normalmente não são focos do mosquito. Além de ter água em movimento por causa dos filtros, os peixes são predadores naturais das larvas do mosquito. (Um viva aos peixes!!)

 

Ahh, e não podemos esquecer de colocar telas no ralos do quintal, onde os bichinhos mais ficam, né?

 

Inseticida

 

Em situações de epidemia de dengue, o método de combate mais usado contra a reprodução do mosquito é a aplicação de inseticidas, mas a maioria desses produtos é tóxica. Não devem ser jogados diretamente em pessoas, animais, plantas e aquários.

 

Além disso, com o tempo, os mosquitos podem adquirir resistência a essas substâncias.

 

Pesquisadoras da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de São José do Rio Preto (SP) descobriram que a cafeína é fatal para o desenvolvimento da larva do Aedes aegypti e a borra de café funciona como um inseticida natural e não faz mal para seres humanos, animais e plantas.

 

A larva se intoxica ao ingerir extratos de borra do café. A quantidade de borra a ser utilizada depende da quantidade de água acumulada. Se o local contém o equivalente a meio copo de água de chuva ou de rega, por exemplo, duas colheres de sopa de borra bastam. A mesma quantidade de borra nova deve ser colocada a cada sete dias.

 

Cristiane Amaral é jornalista, pós-graduada em marketing. Foi repórter da TV Tribuna, em Santos, e atualmente da TV Globo, em São Paulo. É mãe da Malala, uma maltês conectada nas redes sociais @malala_dog.