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Totó não busca mais, ele ‘virou a própria bolinha’

#operaçãoemagrecer #Totófininho #Totósaudável

 

As coisas, definitivamente, mudaram. Os anos se passaram, você ganhou uns quilinhos e o Totó – que já diz o ditado, “é a cara do dono” – também. Ele já não consegue brincar como antes, fica ofegante com qualquer passeio, tem uma barriguinha bem sobressalente…

 

A obesidade deve ser tratada como é: um problema de saúde. Ninguém tá aqui falando sobre o corpo perfeito para Totós, não é uma preocupação estética, mas de buscar o que é saudável ou não.

 

Para saber se o cachorro está obeso, um sinal está nas costelas que precisam ser visivelmente localizadas. Para estar saudável, um Totó só precisa de um pouco de massa, uma cintura visível e não ter aquela barriguinha saliente. E tem ainda uma conta simples, se o cãozinho estiver uns 15% acima do peso considerado ideal para o tamanho e raça, acredite: ele não está só gordinho, já é um obeso. E isso não é raro não, mais de 30% dos Totós das casas brasileiras são considerados obesos.

 

Geralmente, o X da questão está na alimentação. É comum cães comerem muito e não fazerem exercícios nenhum. O cão só precisa de uma porção de alimento – dividida em duas vezes ao dia – mais ou menos na mesma quantidade de calorias que o cão gasta. O primeiro passo deve ser diminuir gradualmente a quantidade diária de ração.

 

Mas a veterinária Marcella Sanches alerta que não é só a má alimentação que causa a obesidade. “Problemas hormonais – como, por exemplo, o hipotireoidismo – podem fazer com que o cachorro engorde também. Mas isso, somente o veterinário poderá diagnosticar e tratar. Por isso, a primeira atitude ao ver que o animal está obeso é levá-lo ao médico para que exames sejam feitos”, explica.

 

É, mas você deve estar pensando… tem algumas raças que engordam mais?? É normal vermos algumas espécies mais gordinhas que outras… A resposta é sim. Estudos apontam ter predisposição à obesidade as seguintes raças: labrador, beagle, basset hound, dachsund e o cocker spaniel inglês.

 

Mas independentemente da predisposição e das causas, a veterinária Marcella Sanches lembra que simples cuidados podem melhorar a saúde do pet, já que a obesidade pode causar problemas respiratórios, cardiovasculares, diabetes, dores nas articulações, dificuldade de locomoção e menos resistentes, portanto, mais predispostos a doenças, principalmente as infecciosas. “Um ecocardiograma e um exame de sangue são importantes. No de sangue a gente consegue ver colesterol, glicemia e ter ainda outros resultados”, diz a especialista.

 

Segundo Marcella, funciona com os Totós o que funciona com a gente. O emagrecimento vem com a perda de calorias. Ou seja, menos ingestão e mais queima. Portanto, exercícios! “O ideal é começar com passeios leves. Para corridas ou exercícios mais fortes, é importante pelo menos uma avaliação cardíaca, essencial nos mais velhinhos”.

 

Se o animal estiver obeso, ele precisa fazer exercícios sem impacto: “aí seria bom usar a esteira aquática da fisioterapia ou até natação, se for o caso da pessoa ter piscina em casa”.

 

E mais uma vez, como acontecem com os donos que praticam atividades físicas, os cães também podem sofrer lesões, mas não se preocupe, nem use isso como desculpa para deixar o Totó no sedentarismo. A veterinária alerta que as lesões só ocorrem em atividades de grande impacto ou que possam causar algum acidente. “Por exemplo, correr e brincar de bolinha em chão muito liso que o cão escorregue”.

 

Submetê-los a muitos pulos e saltos também não é muito bacana, já que as quedas e descidas têm sempre muito impacto. “Imagina toda a carga de peso nas patas da frente descendo de uma altura? Muito impacto! Uma opção ótima nesse quesito de menos impacto é a esteira aquática. O aparelho é super seguro para exercícios em geral, porque tira a sobrecarga das articulações e deixa o corpo do animal mais leve”, finaliza Marcella Sanches.

 

Caminhada com o Totó

(Artigo “Transformando os cães sedentários em aliados na boa qualidade de vida”, de Raquel Madi)

 

A caminhada é uma alternativa excelente para o cachorro e o seu dono, que nesta “malhação” passam mais tempo juntos, se divertem e ainda espantam o estresse.

 

Se o peludo for novo ou até de meia-idade, caminhem cinco vezes por semana durante 30 minutos. Já se ele for idoso, a intensidade cai para três vezes semanais. A cada semana aumente de 5 a 10 minutos, até chegar à uma hora, onde o cachorro mais velhinho também pode chegar a este tempo (em um espaço de preparo maior), desde que a pessoa sinta que ele esteja resistente para isso.

 

Leve água para o seu amigão junto a você nesta maratona diária contra o sedentarismo e sempre consulte um especialista para indicar quando é a hora de aumentar ainda mais a ginástica do cachorro e indicar outras modalidades que possam ajudá-lo, como a natação, por exemplo.

 

 

Escrito por Cristiane Amaral.

Cristiane Amaral é jornalista desde 2007. Atualmente, é repórter da Tv Tribuna, afiliada da Rede Globo na Baixada Santista e Vale do Ribeira. Trabalha com televisão desde a época dos estudos, já tendo passado pela produção de reportagens, edição, entrevistas, elaboração diária de textos até a apresentação de programas e telejornais. Nasceu e estudou em Santos, na Universidade Santa Cecília. Gosta de escrever sobre tudo, mas se dedica bastante a assuntos ligados à saúde, bem estar e comportamento em geral.